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Tarte Pastel de Nata com Maçã

Adoro sobremesas com maçã. Folhados, crumble, bolos, tartes e por aí... Habitualmente faço a tarte de maçã simples, apenas a massa e a fruta, sem outros recheios. Mas há dias vi um receita que me chamou a atenção, levava um creme tipo pasteleiro, mas que não necessita de cozinhar antes. É misturar tudo e forno. Assim que tive uma oportunidade, experimentei. De sabor ficou muito boa, mas não gostei nadinha da textura. Ficou um recheio talhado. Nada que eu não imaginasse que fosse ocorrer... É por esse motivo que o creme se cozinha antes, pois a temperatura alta do forno talha os ovos. Mas ok, tem que se arriscar. Não sou de desistir, e por isso tive que repetir. Desta vez decidi que devia cozinhar o creme antes. Adaptei a receita, e usei um recheio tipo o da tarte pastel de nata. Agora sim, correu bem. Ficou bem cremosa, e a combinação com a maçã fica perfeita.
Portanto temos mais uma tarte de maçã a juntar às já publicadas AQUI e AQUI! 
E faz-se assim:

Ingredientes
| 1 Placa de massa folhada
| 3 ou 4 Maçãs
| 1 Ovo
| 4 Gemas
|160 g Açucar
| 400 ml Leite
| 100 ml Água
| 30 g Amido de Milho (Maisena)
| 1 pau de canela
| 1 Limão  - casca de limão e sumo
| Gotas de aroma de baunilha (opcional)
| Canela em pó
|Açúcar em pó

Método (by Bimby)
1. Pré-aquecer o forno a 190ºC.
2. No copo da bimby, deitar, pesando com a balança, o leite, a água, o açúcar, a maisena. Juntar o ovo, as gemas e a baunilha. 30 seg. vel. 4
4. Colocar a borboleta, juntar o pau de canela e a casca de limão. Programar 9 a 10 min. 90ºC Vel. 1 1/2
5. Verificar se o preparado está bem cremoso. Retirar para uma taça e deixar arrefecer.
6. Enquanto se prepara o creme,  descascar e descaroçar as maçãs. Fatiar bem fininhas e regar com sumo de limão para não oxidarem.
7. Untar e forrar uma tarteira de fundo amovível com a massa folhada. Picar o fundo com um garfo.
8. Deitar o creme, e dispor por cima as fatias da maçã. Polvilhar com canela.
9. Levar ao forno, na parte mais baixa, cerca de 20 minutos. Passar para a parte mais alta só para a maçã dourar, cerca de mais 10 minutos.

Método (tradicional)
1. Pré-aquecer o forno a 190ºC.
2. Num tacho, aquecer o leite com o pau de canela e a casca de limão, até ferver.
3. Numa taça, misturar o açúcar com a maisena e mexer. Juntar o ovo, as gemas e a baunilha. Mexer bem, sem bater.
4. Deitar o leite em fio mexendo sempre. Levar o preparado ao lume, num tacho mexendo sempre até engrossar.
5. Retirar do lume, e colocar o tacho em água fria, ou retirar o creme para uma taça, para parar a cozedura. Deixar amornar.
6. Descascar e descaroçar as maçãs. Fatiar bem fininhas e regar com sumo de limão para não oxidarem.
7. Untar e forrar uma tarteira de fundo amovível com a massa folhada. Picar o fundo com um garfo.
8. Deitar o creme, e dispor por cima as fatias da maçã. Polvilhar com canela.
9. Levar ao forno, na parte mais baixa, cerca de 20 minutos. Passar para a parte mais alta só para a maçã dourar, cerca de mais 10 minutos.

Servir a tarte polvilhada com açúcar em pó. Se estiver morna, fica óptima a acompanhar com uma bola de gelado.

Bom apetite e 'bons postiscos'!

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Obrigada!



Açorda de Beldroegas {Queijo curado de cabra}

Há  já algum tempo que não vos trago uma açorda. No Alentejo, apesar do calor, as açordas não param. Até porque é no verão que há mais ingredientes da "horta". É o tomate bem madurinho, para as Açordas de tomate, nas suas mais variadíssimas versões, e neste caso as Beldroegas.
Beldroegas...ou "Balduregas" na gíria alentejana, é uma erva que nasce "a bravo", considerada até uma erva daninha e infestante. Cresce em canteiros e entre outras plantas. Tem folhas e caule carnudos e um sabor inigualável. Hoje em dia já se cultiva, mas cá em casa come-se a que nasce por si, quando é sua época.
É uma planta com muitíssimos benefícios para a saúde: 
As folhas de beldroegas, por serem ricas em vitaminas e sais minerais, apresentam vários benefícios nutricionais:  A vitamina A contribui para a boa visão e para o sistema imunológico. As vitaminas do complexo B são esseciais na digestão e absorção de vários nutrientes. As vitaminas C e E possuem um grande potencial antioxidante, prevenindo diversos tipos de doenças. Tem elevado teor de magnésio, e é importante para a saúde muscular e óssea. É boa fonte de cálcio, potássio (controlo da pressão arterial), ferro (transporte celular de oxigénio) e zinco (saúde imunitária). É ainda muito rica em ácidos gordos ómega-3 (ácido alfa-linolénico)
A forma de cozinhar as beldroegas, são habitualmente duas. Em sopa, num creme de legumes com as suas folhas, ou em Açorda, que é como quem diz, sopas de pão. No seu caldo coze-se queijo de cabra curado e ovo escalfado. Simples assim, como se quer no no Alentejo. É um prato "pobre", mas o seu sabor, bate certamente muitos pratos de alta cozinha. É comida de conforto, e isso já diz tudo.
E como é que se faz?
Eu faço como desde sempre vi fazer...É daquelas coisas meio "a olho", e depende mesmo do toque pessoal.
Vão lá apanhar um molhinho delas e ... mãos na massa :)

Ingredientes (Serve 4)
| 1 bom molho de beldroegas
|2 batatas médias
|1 cabeça de alhos
|1/2 cebola
|2 queijos de cabra curados (dos duros)
|4 ovos (preferencialmente biológicos)
|Pão alentejano duro
|Azeite q.b.
|Sal q.b.
|Colorau q.b.
| 1 folha de louro

Método:
1. Arranjar as beldroegas, descartando os talos mais grossos. Colocar num alguidar com água para irem perdendo a terra, e lavar bem. 
2. Descascar as batatas e cortar em rodelas. Lavar e cortar cada queijo em quartos. Reservar.
2. Num tacho, cobrir o fundo com azeite, juntar uma cabeça de alhos inteira, arranjada e lavada (sem a pele exterior, mantendo apenas a pele dos dentes de alho), a cebola picadinha e a folha de louro. Levar ao lume alto, até refogar um pouco.
3. Juntar as beldroegas, temperar de sal e colorau. Envolver e deixar amolecer.
4. Juntar as batatas e o queijo. Tapar com água (preferencialmente já a ferver), deixar cozinhar até as batatas estarem mesmo quase. (Cerca de 10 minutos)
5. Rectificar a quantidade de água (de forma a que seja a suficiente para fazer o caldo da açorda) e os temperos.
6. Abrir os ovos um a um e juntar com cuidado. Deixar cozer.
7. Para uma travessa, tirar os ovos, as batatas, o queijo e a cabeça de alho, e servir a acompanhar o caldo bem quente, sobre fatias de pão fininhas.

Bom apetite e bons "Postiscos"!

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Obrigada!


Shrimp & Cheese { O desafio final de "As Presidentes"}

Depois de 5 semanas à volta dos queijos, eis que chega a grande final. Num ambiente descontraído (tanto quanto possível, para quem vai ser posto à prova), entre a organização, júri, câmaras, tivemos o conforto de família e amigos, em modo (quase) claque de apoio. A Président, pretendia uma festa, com convívio e partilha de emoções. E conseguiu. Foi um dia muito bem passado, com muita diversão à mistura, especialmente para a criançada, que tiveram até direito ao seu chapéu e avental e um chef exclusivo, que as ajudou a por a mão na massa. Estavam radiantes!
Quanto à parte séria, naquele dia discutia-se apenas um dos prémios. Porque o outro, dependeu apenas da votação do público ao longo das 5 semanas, para o qual já se sabia o resultado. A mim coube-me o 2.º lugar, não tendo ganho a tão ambicionada viagem a Paris, com o workshop de culinária. Naquele dia, "lutava-se" pela melhor receita para integrar o menu do seu restaurante "EL Bulo Social Club". Das 5, a que o chef Chakall mais gostasse, sairia vencedora. Este era o outro prémio.
Não foi de improviso, soubemos antecipadamente que teríamos que propor uma entrada ou uma sobremesa. Tínhamos que usar queijo "Président" (claro) e ter em conta o conceito do restaurante. Descontraído, simples e rápido.
Voltas e mais voltas, experiências e mais experiências... nada parecia resultar. Já em (quase) desespero... há última da hora (como quase todas as outras receitas que apresentei) fez-se luz, e lembrei-me dos famosíssimos camarões do Tio Quim. Pedida a devida autorização de direitos de autor :), idealizei esta iguaria, com algumas alterações, mas que (não lhe contem, ok?) ficou absolutamente DIVINAL!!! Senti que precisava de uma receita, tal como todas as minhas apresentações, que fosse a minha cara, que tivesse um toque de Alentejo... Entrou o pão, o azeite, os alhos e os coentros. Convenci-me. Fosse qual fosse o resultado, estava satisfeita com a minha proposta.
Mas, os cozinhados não acabaram por aqui. Alias, o começo do dia, foi mesmo com outro desafio. Sabíamos (e aí é que foi estudar) que iríamos reproduzir uma receita do chef Chakall, através apenas de uma foto. À chegada, recebemos um sms, com a foto. Confesso que fiquei radiante, era uma das que mais me tinha saltado à vista. Sabia-a de cor. Mil folhas de alheira, beringela e brie. Maravilha. Mãos à obra, e o resultado foi este! Ficou ou não parecido?? De sabor não sei se estava igual, pois nunca provei o original, mas que estava bom, estava. Certamente a repetir em casa.
Desafio 1 do dia: Check!!!


E eis que chega, a prova de verdade, a nossa receita... A bancada está pronta, os ingredientes alhinhados. Uma hora de tempo máximo, e bora lá!
A frigideira começa a fervilhar com o azeite, os alhos e a mostarda. O aroma começa a soltar-se a a curiosidade de quem está à volta aguça. Simples, muito simples. Entram os camarões, salteiam e segue-se um momento de loucura (sim porque para quem não é muito experiente nestas coisas com fogo, podia ter corrido mal...): o flamejar. Depois é só juntar o queijo e os coentros. Torrar ou fritar o pão, estrelar os mini-ovos (tão lindos :) ) e ... empratar. Já está!
O resultado? Diz quem provou, estar Maravilhoso. (Houve até quem me viesse dizer, meio em segredo, que na sua opinião seria a vencedora... (e não eram da minha claque! :) ) O Júri, ao que parece também gostou, e o Chef Chakall, ficou indeciso, tendo acabado por optar por outra receita, de uma grande cozinheira, a Marta Sousa. O prémio ficou muito bem entregue.
E pronto, chegou ao fim esta aventura. Foi muito bom, por tudo. Mesmo sem ganhar os prémio "grandes", sei que venci. Venci-me a mim, testei-me, aprendi muita coisa nova na cozinha e não só. Estas coisas dão-nos mais força, mais vontade de continuar, ajudam-nos em enfrentar medos, a ser mias desinibidas e só por isso não mudava nem uma virgula do que foi a minha prestação neste concurso. Estou feliz!
E agora, o corpo pede uma pausa nestas andanças (e nos queijos)... só não sei é se a cabeça vai deixar... já anda por aqui a magicar qualquer coisa!!!
Só me falta uma coisa. Agradecer! Obrigada. Muito Obrigada, a quem está desse lado, não fazem ideia do quanto são importantes nesta caminhada.
Grata! ❤
E agora a tão esperada receita!


"Shrimp & Cheese" Bruschetta de Camarão com Emmental e Ovo de Codorniz

Ingredientes (Serve 2)
8 camarões 20/30
3 dentes de alho
1 malagueta seca
1 c.chá mostarda
Whisky q.b.
Flor de sal q.b.
3 a 4 c.s. Azeite 
Coentros frescos
2 fatias de pão
4 ovos de codorniz 
Pimenta preta moída na hora
1 c.s manteiga

Preparação
1. Descascar o camarão, reservando 3 com cabeça. Reservar.
2. Descascar e ralar no ralador fino os dentes de alho (ou esmagar com esmagador)
3. Numa frigideira colocar o azeite, o alho, a mostarda e a malagueta, levar ao lume alto até fervilhar, sem queimar o alho.
4. Juntar o camarão, temperar com flor de sal e deixar cozinhar em lume alto.
5. Quando estiver cozinhado regar com whisky e flamejar.
6. Fora do lume, envolver os coentros picados e o queijo Emmental aos cubos pequenos ou ralado.
7. Torrar o pão, ou passar na frigideira com um fio de azeite.
8. Noutra frigideira aquecer a manteiga e estrelar os ovos de codorniz, deixando a gema mal passada, salpicando com pimenta preta.

Servir as fatias de pão com os camarões e o queijo, o molho, os ovos e mais algumas folhas de coentros.
Para empratar, uns tomatinhos cereja, folhas verdes e limão.

Bom apetite e bons "Postiscos"!

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Obrigada!

Tomatada {com Arroz Aromático}


Há dias em que é difícil decidir o que fazer para as refeições. Nem sempre apetece carne ou peixe. Ou então tem que sair qualquer coisa muito rápido. Não houve tempo para descongelar, ou passar no supermercado. Ou simplesmente porque apetece. Aliás, devo dizer, que este prato, é desde sempre dos meus preferidos. Até podia ser feito como recurso, mas em miúda quando saía para o almoço ou jantar, eu adorava. Então se viesse acompanhado com uma batatinha frita caseira, e uma fatia de pão alentejano para ensopar no molho... nem vos conto... Ok. Fiquemos por aqui. Arroz. É quanto baste. Arroz e Ovos, já é calórico que chegue. 
Quando recebi as embalagens da Orivárzea, que a propósito da parceria com o blogue, gentilmente enviaram embalagens de cada um dos seus produtos, fiquei especialmente curiosa, com o Arroz Aromático. Não conhecia. Tinha que experimentar. E não sei porquê, na minha cabeça a tomatada fez ligação direta com aquele pacotinho. Escusado será dizer, que passei à ação. E não me enganei nadinha. Casaram perfeitamente. 
Deixo-vos as características deste magnifico arroz, e abaixo a receita, que é muitíssimo simples, com um molho, que já não é novidade aqui no blog...
Resta-me agradecer mais uma vez à Orivárzea pelos produtos, e pela parceria com o blogue.
Arroz Bom Sucesso da Orivarzea
Ingredientes: (Serve 3/4)
- 6 Ovos 
- 4 Tomates grandes bem maduros, ou uma lata pequena de tomate pelado
- 1 cebola grande
- 1 ou 2 tiras de pimento verde
- 3 dentes de alho
- 1 folha de louro
- 2 ou 3 c.s. Azeite
 - Sal q.b.
- Açucar q.b. 
- Óregãos secos (opcional)
Para o arroz
- 1 chávena de Arroz Aromático, usei Bom sucesso da orivarzea 
- 2, 5 chávenas de água quente
- 1 pitada de sal
- 1 dente de alho
- 2 c.s. azeite
- 1 c.s. margarina

Método:
Para os Ovos:
1. Descascar e picar grosseiramente a cebola e os dentes de alho. Deitar num tacho, com o azeite, o pimento verde e a folha de louro. Levar a lume alto até aquecer, começar a estalar, mas sem deixar refugar.
2. Juntar o tomate arranjado e picado, ou a lata de tomate, mexer bem, e um pouco de sal. baixar um pouco o lume, tapar e deixar cozinhar cerca de 10 -15 minutos, mexendo de vez em quando.
3. Quando o tomate estiver bem cozinhado, tira-se a folha de louro, e com uma varinha mágica, tritura-se tudo, até ficar um creme uniforme. 
4. Volta ao lume, com um pouco de água. Retifica-se o sal, e deixa-se ferver. Junta-se uma pitada de açúcar (para cortar a acidez), mexe-se bem. Junta-se mais um pouco de água se estiver muito grosso.
5. Numa taça, vão se abrindo os ovos, um a um, e deitando com cuidado no molho, que deve estar ao lume, no mínimo. Tapa-se e deixa-se cozinhar a gosto, deixando entre 5 a 10 minutos, consoante goste da gema, bem ou mal passada. 
Juntam-se os orégãos (opcional)
Assim que a clara ganhe presa, com uma espátula, descola-se com muito cuidado os ovos do fundo do tacho, de forma a não pegarem.
Para o Arroz:
1. Num tacho, deita-se o azeite e o dente de alho levemente esmagado. Assim que aquecer junta-se o arroz, e mexe-se até absorver o azeite, e fritar levemente.
2. Junta-se a água quente, o sal e a margarina. Mexe-se até dissolver.
3. Deixa-se cozinhar em lume alto, destapado, mexendo ao inicio, SÓ enquanto tem muita água.
4. Assim que a água começar a diminuir, e começar a aparecer "buraquinhos" em cima, tapa-se, baixa-se o lume para o mínimo, e deixa-se cozinhar mais alguns minutos.
5. Tira-se do lume, e deixa-se tapado, para acabar de cozinhar, pelo menos uns 5 minutos até servir, mexendo antes com um garfo.

Serve-se o arroz, com os ovos e o molho de tomate.

Nota: o molho de tomate, fica muito bom feito na Bimby, tal como explicado na receita das Almôndegas Mistas em Tomatada.
Cá em casa, faço muitas vezes, em quantidades maiores, congelo, depois é só descongelar pôr no tacho, juntar o ovos e temos uma refeição saudável, rápida e económica.

Bom apetite, e bons "Postiscos"!
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Obrigada!


Cericá

Cericá ou Seircaia, com "C", com "S"...tanto faz. Para mim é Cericá desde sempre. É das primeiras receitas do meu caderninho. Aprendi com a tia Teresa, irmã do meu avô, que sendo de Évora depois de casar foi viver para Campo Maior, de onde esta receita é típica. 
Actualmente já se vê um pouco por todo o Alentejo e até por Portugal, mas é no Alto Alentejo que é tradicional.Quando bem feito, deve ter uma textura húmida, mas leve, fofa e esponjosa. A crosta de canela dá-lhe o acabamento, e para que goste do doce extra, o acompanhamento da famosa " Ameixa de Elvas"o toque final.O prato de barro, pouco fundo é obrigatório para a sua cozedura, não só pela apresentação, mas também porque a forma como o barro conduz o calor influencia claramente no resultado.
No ano passado, concorri à Mesa dos Portugueses com esta sobremesa. Não foi apurada. Mas isso não significa que não seja maravilhosa, porque é mesmo!!!As fotos não estão na melhor qualidade, mas arrisquem porque vale muito a pena.

Ora vamos a ela:

Ingredientes:
13 Ovos
400 g de Açúcar
0,5 l Leite
2 c.s. de Farinha (bem cheias)
2 Paus de Canela 
2 Cascas de Limão
Manteiga q.b. (para untar)
Canela em pó q.b. (para polvilhar)
Ameixas de Elvas, para servir

Método (Tradicional)
1. Separar a gemas das claras.
2. Juntar o açúcar com a farinha e as gemas, mexendo bem.
3. Adicionar o leite em fio, mexendo sempre.
4. Juntar o pau de canela atado com a casca de limão.
5. Levar o preparado ao lume mexendo sempre com colher de pau, para não pegar, nem engranitar.
6. Quando engrossar e fizer “estrada”, tira-se o pau de canela e casca de limão, bem como do lume. Deixa-se amornar.
7. Bate-se as claras em castelo (com uma pitadinha de sal) bem firmes, e vão se juntando creme, envolvendo delicadamente, com uma vara de arames.
8. Unta-se um prato de barro baixo com manteiga ou margarina.
9. Vai-se deitando o preparado às colheradas desencontradas, sem nunca alisar. (Importantíssimo)!
10. Polvilha-se generosamente com canela.
11. Vai ao forno, bem quente (180ºC).
12. Quando já tiver uma crostazinha, sem retirar do forno, ajuda-se a abrir as rachas que se vão formando, levemente com duas colheres.
13. Volta ao forno até cozer, fazendo o teste do palito até que saia limpo.


Serve-se só, ou acompanhado com ameixa de Elvas e a respectiva calda.

Método (com Bimby)


1. Separar a gemas das claras.
2. No copo da bimby, juntar o açúcar, farinha e as gemas. Bater. 30 seg. Vel. 4.
3. Juntar o leite e voltar a bater. 15 seg. vel 4
4. Juntar o pau de canela atado com a casca de limão, e colocar a borboleta.
5. Programar 10 min. vel 2. 90ºC
6. Verificar se está um creme grosso, se não programar mais 1 ou 2 minutos, mesma temperatura e velocidade.
7.Deitar o creme numa taça, para arrefecer um pouco, e descartar o pau de canela. Deixar amornar.
8. Bater as claras em castelo (com uma pitadinha de sal) bem firmes. Juntam-se ao creme, envolvendo muito delicadamente, com uma vara de arames.
8. Unta-se um prato de barro baixo com manteiga ou margarina.
9. Vai-se deitando o preparado às colheradas desencontradas, sem nunca alisar. (Importantíssimo
10. Polvilha-se generosamente com canela.
11. Vai ao forno, bem quente (180ºC).
12. Quando já tiver uma crostazinha, sem retirar do forno, ajuda-se a abrir as rachas que se vão formando, levemente com duas colheres.
13. Volta ao forno (baixando a temperatura para 150º/160ºC, até cozer, fazendo o teste do palito até que saia limpo.

Serve-se só, ou acompanhado com ameixa de Elvas e a respectiva calda.

Bom apetite e Bons "Postiscos"! 


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Obrigada!


Farófias {com Leite Creme}

Farófias é daquelas sobremesas de sempre, e sem dúvida das minhas favoritas. Lá em casa a minha mãe sempre foi a artista das farófias. Eu confesso, que não gosto das as fazer, nunca gostei. É daquelas receias chatas, que requerem a nossa atenção a tempo inteiro, e onde escassos segundos podem fazer diferença. Não permitem também grandes invenções, que na verdade é o que mais me fascina na cozinha.
Sempre que posso fujo delas... de as fazer, claro. Descobri recentemente uma amiga dos convivios à volta da mesa, a Carla, que é eximia nas farofias...não posso dizer que seja melhor que a mãe, porque isso não se diz das mães... vá, estão ao mesmo nível... elevado, muito elevado. :)
A parte do leite creme é o calcanhar de aquiles... tem ponto certo para tirar do lume. Um segundo a mais, e o creme aveludado transforma-se em ovos mexidos com leite... e eu sei muito bem do que falo.
Desde que tenho a bimby, o trabalho passou a ser facilitado, e sem hipótese de falha. Continuo a aborrecer-me de cozer as claras no leite, mas já é meio caminho andado...
Devo dizer, que estas, se não fosse terem ficado um nadinha doces de mais (porque pesei mal o açúcar) teriam sido as melhores de sempre!
Nem gosto de me lembrar, que dá logo vontade de comer uma tacinha... e agora já não há! :(

Ingredientes:
12 Ovos
1,5 a 2 l de Leite
12 c.s. Açúcar + 200g
Casca de Limão
Pau de Canela

Método
1. separar as gemas das claras. Reservar as gemas.
2. Num tacho largo, levar ao lume brando, 1l de leite com o pau de canela e a casca de limão, sem deixar ferver.
2. Enquanto o leite aquece, bater as claras, com umas pedrinhas de sal grosso. Quando estiverem quase vai-se juntando as colheres de açucar, batendo sempre, até ficar um merengue bem firme.
Na bimby: com borboleta, cerca de 10 min, vel 3 1/2. A meio junta-se o açúcar pelo bucal.
3. Com o leite já bem quente, mas sem ferver, colocam-se colheradas grandes de merengue. 3 a 4 de cada vez. Assim que acabar de colocar a ultima, espera uns segundos, e vira as farofias pela mesma ordem que as colocou no leite. Espera mais uns segundos, e tira-as com cuidado, para um escorredor de rede, em cima de uma taça, para aproveitar o leite que escorra.
4. Repetir o processo até acabarem as claras, indo transferindo as farofias já cozidas para um pirex de servir, antes de tirar as próximas.
5. Terminada a cozedura, faz-se o leite creme:

Método tradicional:
Passam-se as gemas por um passador de rede, para retirar as peles. Junta-se os 200g de açúcar e mexe-se bem. Junta-se um pouco de leite frio, e deita-se o preparado em fio no tacho do leite, ao qual se acrescentou mais um pouco (cerca de 0,5l) que estará em lume brando, mexendo sempre com vara de arames, deixando engrossar, sem que chegue a ferver... (se ferver, é nesse ponto, que passa a ovos mexidos). Assim que engrossar retira-se de imediato do lume, e deita-se por cima das farofias, com muito cuidado.

Com bimby:
1. Ligar a balança. Deitar no copo o leite da cozedura, e acrescentar até fazer 1,5l.
2. Passar as gemas no passador de rede, juntar com o açúcar.
3. Colocar a bimby a trabalhar, vel 2 1/2, 90℃, 12 min. E deitar pelo bucal as gemas. Deixar cozinhar.
4. Terminado o tempo, deita-se o leite creme sobre as farófias.

Deixa-se arrefecer, colocam-se no frigorifico, e servem-se frias, polvilhadas com canela.

Bom Apetite e Bons "Postiscos"! 

Notas:
1. É importante o tempo de cozedura das claras. Se for demasiado, depois abatem e emborracham. Entre colocar no tacho, virar e tirar, levará cerca de 1 min, cada uma. De ter em conta, que enquanto estão quentes continuam a cozer, assim como quando se junta o leite creme quente.
2. O leite creme fica muito bom na bimby, não engranita nem talha, pois está sempre em movimento, e a temperaura não passa dos 90℃, a partir da qual os ovos talham.

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