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Crumble de Maçã com Castanha e Aveia [Sem Glúten]



Qualquer refeição que se prese, tem que terminar com uma sobremesa, certo?
Pois foi também assim que o fizemos no workshop do Alegro "Sabores de Outono. Tivemos a entrada e petisco, o prato principal, e a sobremesa. Mais uma vez a castanha tinha que ser a rainha da festa e quando idealizei a receite, imaginei logo a combinação com maçã. Podia ter sido uma tarte ou até um bolo, mas não, saiu um crumble morninho com uma bola de gelado. Maravilha! Crumble é daqueles doces rápidos de fazer, em que se pode usar qualquer tipo de fruta. O ponto de partida é a massa areada e crocante que fica por cima. É assim uma espécie de tarte invertida. Esta baseou-se no crumble original, de maçã, mas com algumas alterações o que o tornou numa sobremesa diferente e sem glutén, porque usei farinha de castanha em vez da de trigo.
Ficou tão bom. E ter servido ainda morno, com uma bola de gelado, então foi a "cereja no topo do bolo" 
Para não variar, usei os produtos da Amálgama e da Sweet Castanea, que são logo meio caminho andado para o sucesso!

Espero que tenha sido uma boa introdução a este Outono, que está a chegar de mansinho, tal como se quer.
| Crumble de Maçã e Castanhas |

{Com Farinha de Castanha – Sem Glúten}
Ingredientes
| 100 g de Farinha de castanha “Amálgama”
| 100 g de Flocos de aveia integral
| 50 g de  Farinha de aveia integral
| 125g + 1 c.s. de Manteiga 
| 2 + 1 c.s. Açúcar amarelo 
| 6 Maçãs
| 1 frasco castanhas em vinho do porto “Sweet Castanea”
| ½ frasco compota de castanha e maçã bravo-esmolfe “Sweet Castanea”
| Canela em pó 
| Raspa de limão

Método tradicional:
1. Misturar as farinha com a aveia, 2 c.s. de açúcar e a raspa de limão.
2.Juntar a manteiga aos cubinhos, e misturar com as mãos até obter uma massa uniforme e areada. reservar. 
3. Descascar, descaroçar e fatiar finamente as maçãs (por exemplo com uma mandolina)
3. Num frigideira larga ou wok, saltear a maçã, com 1 c.s. de manteiga, 1 c.s. açúcar amarelo, e  canela em pó a gosto.
4. Num tabuleiro ou pirex dispor a maçã. Por cima espalhar a compota de castanha e as castanhas escorridas e picadas grosseiramente. Salpicar com a calda de vinho do porto.
5. Tapar com a massa areada, uniformememente, mas sem calcar. Polvilhar com canela, a gosto.
6. Levar ao forno, por cerca de 30 min. a 180º, até a massa estar cozida e douradinha, 

Servir morno, com uma bola de gelado de baunilha ou natas.

Com Robot de Cozinha {bimby}
1. No copo, colocar 1 casca de limão e pulverizar, vel 5-7-10 , 10 seg.
2. Juntar o açucar, e repetir vel 5-7-10, 8 seg.
3. Juntar as farinhas, a aveia, e a manteiga aos cubos. 15 seg. vel. 4,  até obter uma massa uniforme e areada. Reservar.
4. Descascar, descaroçar e fatiar finamente as maçãs (por exemplo com uma mandolina)
5. Num frigideira larga ou wok, saltear a maçã, com 1 c.s. de manteiga, 1 c.s. açúcar amarelo, e  canela em pó a gosto.
6. Untar com manteiga um tabuleiro ou um pirex, e dispor a maçã. Por cima espalhar a compota de castanha e as castanhas escorridas e picadas grosseiramente. Salpicar com a calda de vinho do porto.
7. Tapar com a massa areada, uniformememente, mas sem calcar. Polvilhar com canela, a gosto.
8. Levar ao forno, por cerca de 30 min. a 180º, até a massa estar cozida e douradinha, 

Servir morno, com uma bola de gelado de baunilha ou natas.
Bom apetite e bons "Postiscos"! 
Se gostou, e quer guardar ou imprimir, clique no botão "Print" no final do post. Obrigada!



Produtos dos parceiros, gentilmente cedidos e usados na receita:

Salmão Grelhado & Arroz Fingido










A par da massa, o arroz é outro dos ingredientes mais comuns dos acompanhamentos no prato principal da refeição. Em qualquer restaurante (pouco criativo), arroz e batata frita fazem parceira com a carne ou peixe na grande maioria dos pratos. A salada e os legumes, aparecem (ainda) em minoria, e muitas vezes mais para enfeitar do que para fazer efectivamente parte do prato. Em minha casa, a salada foi, e é desde sempre essencial. Na mesa há sempre uma bela taça dela, bem temperadinha.
O arroz e a massa, são de facto o recurso mais rápido, para o qual não há grande ciência e vão bem com tudo... mas e se conseguirmos substitui-los por algo parecido, mas mais saudável?? Era bom, não era? Era não. É mesmo! 
Comecemos com aquela velha máxima: "Os olhos também comem" ou "Os olhos comem primeiro" é um facto consumado. Efectivamente se não gostarmos do aspecto do que temos no prato, também não nos apetece sequer provar... isso não falha nada. Tal como a grande moda da "esparguete fingida", que já publiquei AQUI e AQUI, este é mais um dos casos. Arroz fingido. Sim Arroz fingido, que de arroz não leva nada. O sabor também não é igual ,temos que admitir, mas o aspecto e a textura são de facto muito parecidos, e as vantagens são várias e a favor. Mais rápido de preparar, mais saudável e muito menos calórico. Vale a pena experimentar, e aderir a esta moda dos legumes que fingem ser arroz ou massa, não vale?
A base é simples, couve flor. Couve flor picada e salteada num pouco de azeite e alho. Podemos ter a variante de juntarmos outros legumes, tal como fazemos com o arroz "de verdade", por exemplo coentros, cenoura, ervilhas... é só ir ao sabor da imaginação...
Basicamente, são 5 minutinhos, e temos o "arroz" no prato. Mais rápido é impossível, certo?


| Salmão Grelhado & Arroz Fingido |

Ingredientes (Serve 2)

| 2 Postas de Salmão (Usei 2 Filetes da parte do rabo, tem menos gordura)
| 1 Couve-flor pequena, ou metade (só a parte branca)
| 2 dentes de alho
| Alho em pó q.b.
| Azeite, q.b
| 1 Limão
| Sal, q.b.
|Óregãos q.b.
| Mini-tomates
| Mini-pepinos
| Cebola doce
| Vinagre

Método:
1. Temperar o salmão com sal, alho em pó, sumo de limão e óregãos. Reservar 5 ou 10 minutos.
2. Separar o raminhos da couve-flor, lavar e secar bem. Picar com a faca, ralar com um ralador largo, ou picar na bimby, com uns toques no turbo. Deve ficar picada, mas não muito (do tamanho do arroz cozido)
3. Grelhar o salmão, num grelhador ou placa anti-aderente de fogão (neste caso pincelar com um pouco de azeite).
4. Aquecer um frigideira larga (usei um wok) deitar os dentes de alho picadinhos e um fiozinho de azeite, e mexer uns segundos.
5. Juntar a couve-flor, temperar com um pouco de sal e saltear, envolvendo sempre, durante ums minutos. Cozinha muito rápido, e deve ficar cozida, mas não mole.
6. Cortar os tomatinhos, fatiar os pepinos e a cebola. Colocar numa taça, temperar com sal grosso, óregãos, azeite e vinagre.
7. Servir o salmão acompanhado do "arroz" e da saladinha.

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Obrigada!





Crepes {Aveia e Polvilho}

Continuando a saga dos pequenos almoços, iniciada neste POST, hoje vamos aos crepes. E quem diz pequeno almoço, diz lanche, sobremesa e até almoço/jantar e por aí em diante... Versáteis, muito versáteis. Asseguro, definitivamente que estes crepes não ficam absolutamente nada a dever aos "normais"... A diferença? Está na farinha usada, de não terem gordura, e muito, mas muito pouco açúcar (na versão doce). Não têm lactose, nem glúten, mais fibra, e isso já os torna mais saudáveis. Quanto às calorias, embora em menor quantidade, estão lá na mesma,  mas isto também não pode ser todos os dias, e seguramente é melhor que o Sr. Pão.
Têm a vantagem de podermos fazer muitos e congelar, depois é só ir tirando à medida (É perigoso, eu sei!! :) )

| Crepes de Aveia e Polvilho |
Ingredientes (Faz 8 a 10 crepes)
| 2 Ovos
| 2 c.s. rasas de polvilho doce (fécula de mandioca)
| 4 c.s. farinha de aveia
| +- 100 ml Leite de amêndoa (ou outro leite vegetal)
| 1 pitada de sal
| 2 c.chá açúcar mascavado ou mel (para crepes doces, se forem salgados, não juntar)

Método tradicional
1. Bater os ovos com uma vara de arames com o sal e o açúcar ou mel.
2. Juntar as farinhas e bater bem.
3. Ir juntando o leite e mexendo, até ficar um creme fininho, mas homogéneo. A quantidade de leite pode ser ajustada. O objectivo é ficar uma massa quase liquida, para fazer crepes bem fininhos.
4. Aquecer bem uma frigideira anti-aderente, e pincelar com manteiga. (Eu costumo colocar a manteiga e quando derrete, limpo o excesso com um pedaço de papel de cozinha. Depois, vou passando esse papel pela frigideira, antes de cada crepe)
5. Com uma concha, deitar um pouco de massa, agitar a frigideira, para que fique bem fininho. Assim que começar a ganhar uns buraquinhos (cerca de 1 min), com a ajuda de uma espátula, virar, deixar mais um minuto, e retirar.
6. Repetir até acabar a massa. (Renderam 10, mas a frigideira era pequena)

Com liquidíficador ou robot de cozinha (Bimby)
Juntar todos os ingredientes, excepto o leite, e bater bem (Bimby: 1 min, vel 5)
Ir juntando o leite pelo bucal (Vel 3/4) até que tenha a textura desejada.

Servir, acompanhado com o que a imaginação, e a balança permitir :)
Neste caso, reguei com um fiozinho de mel e canela, e acompanhei com abacate, nozes e morangos.
Ficam também óptimos, na versão salgada, recheados com o que houver, e acompanhados de uma bela salada.

 Bom apetite e bons "Postiscos"! 


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Obrigada!

Waffles {Aveia & Alfarroba}

Conforme prometido, cá estou com a segunda receita da minha mais recente "aquisição": "Pequenos Almoços Diferentes e Saudáveis", que já vos falei neste POST.
Waffles sem glúten, sem lactose e sem açúcar. Não são isentos de hidratos de carbono (isso também já era pedir o impossível) mas são seguramente muitíssimo mais saudáveis e menos calóricos.
Nunca gostei de aveia, ou achava que não gostava. As famosas papas de aveia que já tentei tantas vezes e tantas versões, não vão nem de "molho de tomate". Não consigo. Mas a farinha de aveia, tem-me surpreendido, pois em determinadas receitas substitui perfeitamente a de trigo, sem se notar praticamente diferença. 
Mas e então, quais as diferenças entre estes waffles e os tradicionais?
As farinhas - Aveia e Mandioca Vs Trigo
Em termos de hidratos de carbono, a aveia é quase tão calórica quanto o trigo. A grande diferença está nas fibras que é 5x superior, e no glúten que se pode considerar (quase) isenta. Na verdade, para quem seja realmente intolerante, a aveia que se encontra no supermercado, uma vez que muitas vezes é tratada junto do trigo e outros cereais pode conter glúten, portanto se não disser na embalagem, claramente "isento de glúten" não se pode considerar assim.
O amido de mandica (O polvilho doce), é um espessante, que auxilia as farinhas sem glúten a atingirem uma textura semelhante à de trigo. 
A Alfarroba vs Cacau
A alfarroba em farinha, é um óptimo substituto do cacau. E o que é que ganhamos com a substituição?
A alfarroba tem 7% de gordura e o cacau 23%.
Para 1 colher de sopa, cerca de 10g:
Calorias:  90 do cacau X 40 da alfarroba
Hidratos de carbono: 2,8 g do cacau X 8,9 g da alfarroba
Proteínas: 3 g do cacau X 0 g da alfarroba
Gorduras: 1 g do cacau  X 0 g da alfarroba
Fibras: 0 g do chocolate X 1 g da alfarroba
A banana
A banana tem como função, reduzir a quantidade de farinha, trazendo mais fibra e magnésio, e dá um toque doce natural, evitando juntar açúcar.
O Leite de Amêndoa
Na verdade não se poderá considerar leite. É uma bebida vegetal, mas que substitui muito bem o leite, com a vantagem de não conter lactose.

Posto isto, vamos à receita?


| Waffles de Aveia & Alfarroba |
Ingredientes (Para 6 Waffles)
| 2 Ovos
| 1 Banana madura
| 3 c.s. rasas de Farinha de aveia
| 2 c.s. rasas de Polvilho doce
| 3 ou 4 c.s. leite de amêndoa (ou outro leite vegetal)
| 2 c.s. Manteiga derretida
| 1 c.chá rasa de fermento em pó químico
| 1 c.s. Farinha de Alfarroba (opcional, apenas se quiser "fingir" o chocolate)


Método tradicional
1. Desfazer muito bem a banana. Juntar os ovos e bater com uma vara de arames.
2. Ir juntando os restantes ingredientes, deixando para o o final o fermento. A massa deve ficar macia mas grossa. Poderá ser necessário juntar mais um pouco de leite)
3. Ligar a maquina de waffles, e assim que estiver bem quente, deitar um pouco de massa ao centro. fechar a máquina, e aguardar 1 ou 2 minutos. Verificar se está cozido, e tirar. (O tempo de cozedura, dependerá da máquina)
4. Repetir até terminar a massa.

Com liquidíficador ou robot de cozinha (Bimby)
1. Bater a banana com os ovos, até estar um creme uniforme (Bimby - 20 seg, vel 5)
2. Juntar os restantes ingredientes, deixando o fermento para o final, e bater até estar um massa lisa, macia, mas grossa (poderá ser necessário juntar mais um pouco de leite) (Bimby - 30seg, vel 4/5) 
3. Ligar a maquina de waffles, e assim que estiver bem quente, deitar um pouco de massa ao centro. fechar a máquina, e aguardar 1 ou 2 minutos. Verificar se está cozido, e tirar.  (O tempo de cozedura, dependerá da máquina)
4. Repetir até terminar a massa.

Neste caso, fiz uns waffles simples, sem a alfarroba, e a meio juntei a farinha de alfarroba, para fazer os restantes.

Para servir, juntei um fiozinho de mel, meia nectarina, miolo de noz, canela, e uma fatia pequena de presunto magra e outra de queijo flamengo magro.
Acompanhei com uma chávena de leite de amêndoa com café expresso, sem açúcar.

Nota:
As informações e dados referidos, foram resultados de pesquisa na Internet. Não tenho qualquer tipo de formação em nutrição.

Pequenos Almoços {As novas opções do meu inicio de dia}


Desde há um tempo para cá que tenho andando a pensar seriamente em alterar de alguma forma a minha alimentação. A lactose é daquelas coisas que sei de antemão, que o meu organismo não tolera. Talvez por isso nunca tenha gostado de leite ... nem de iogurtes. Sempre que os ingiro fico uma sensação de enfartamento, azia, etc... Hoje chego à conclusão, que vivi toda a vida assim. Habituei-me e aprendi a viver com azia. Há uns anos, e porque a minha filha também é intolerante à lactose, começámos a consumir leite sem lactose. Melhorou substancialmente. Ainda assim, a mistura com o café matinal, continuava a trazer o enfartamento (O café é-me imprescindível. Se não o tomar até às 10/11h da manhã a enxaqueca é certa) Decidi então mudar o leite. Não bastava não ter lactose, tinha que experimentar o "leites" vegetais. Comecei pelo de soja. Não consegui. Passei para os de arroz... de aveia... de coco... não aprovaram. Até que por último fui ao de amêndoa. Adorei. Misturado com o café bem carregado, é maravilhoso... assim só, sem sequer levar açúcar ou adoçante. Bebida matinal definida.
Passei então à etapa seguinte. O pão. A minha perdição. Tenho tentado a todo o custo, não querer ver, mas o glúten também não é, de todo, o meu melhor amigo. Dispensar a massa e o arroz, ainda que comendo ocasionalmente, é mais ou menos fácil. Mas não me tirem o pão. De manhã preciso de pão! ... Só que não!...
Na verdade, esta última semana, e depois de começar a seguir um grupo de alimentação "Paleo" comecei a cobiçar aqueles pequenos almoços. Percebi que existem alternativas muito boas, na verdade até melhores. Não consigo e não quero seguir aquele tipo de regime alimentar. Eu sou "boca santa" e do mundo, e gosto de ter uma alimentação variada, não andar demasiado presa a estilos ou regras fechadas. Isto posso... isto não posso... não é para mim. Mas não condeno quem o faça. Percebi de facto que se restringir a lactose, o glúten (que é como quem diz grande parte dos cereais e farinhas), e o açúcar, é o suficiente para me sentir substancialmente melhor, com mais energia, menos inchada, sem enfartamentos e azias, então porque não seguir esse caminho? Não digo que nunca mais como pão, farinha, arroz, massas e seus familiares, estaria a mentir, especialmente a mim mesma, mas vou seguramente reduzi-los consideravelmente.

O ponto de partida tem sido o "leite de amêndoa", a mandioca, a aveia, a alfarroba e os ovos, O mel, e quando tem que ser o açucar mascavado. Fruta, que dá uma frescura matinal (tendo em conta a abundância que temos no verão, era quase um crime deixá-la de parte), frutos secos, que diz que são bons para o coração e ajudam a saciar mais tempo. Canela e ervas aromatizadas para o toque especial...

Nesta fase inicial, não tenho estado muito preocupada com o peso "calórico" das misturas que faço. Tenho para mim que são de certeza mais saudáveis e menos "nocivas". Saciam mais, e tenho conseguido manter-me afastada do arroz, da massa e das batatas no almoço e jantar, ficando-me pela carne e peixe com saladas e/ou legumes. Já não é nada mau!

Este texto "Introdução à dieta Paleo" do blog "Sem Aditivos" tem uma forma de expor o assunto bastante interessante, descontraída e sem grandes fundamentalismos.
A explicação de porque é que começámos a alimentar-nos de cereais... é muito boa...
"...E agora a grande questão! Porque é que passámos a basear a nossa alimentação em cereais? Porque são baratos, aguentam muito tempo sem apodrecer comparativamente à carne, peixe e vegetais, fornecem energia mais rápido que a gordura e promovem uma ilusão de saciedade. Porquê ilusão? Porque na verdade é inchaço. Quando vemos imagens de pessoas subnutridas, alimentadas pela ajuda internacional, são normalmente extremamente magras mas com estômagos inchados. Isto acontece porque os dois alimentos mais doados e fáceis de armazenar são farinha e arroz. Acontece que são desprovidos de nutrientes (daí a magreza), mas enchem e dão a ilusão de saciedade (daí o estômago dilatado). Outro exemplo, se queremos engordar um animal (porco, vaca, galinha) damos-lhe gordura? Nope, cereais e farinhas. É por isso que hoje em dia cozinhamos um bife e ele perde metade do seu tamanho em água, é só inchaço para aumentar volume.
Uma das primeiras consequências de cortar com os hidratos (sim, significa cortar com TODOS, até a torradinha de pão integral ao pequeno-almoço) é desinchar, experimentem. ..."

Portanto, e como forma de comemorar estas minhas descobertas... vou deixar-vos a minha primeira receita, e nos posts seguintes, as restantes experiências...
|TAPIOCA|
Comecei com a tapioca. Não é mais que uma espécie de crepe, muito comum no Brasil, e que desde sempre me aguça a curiosidade.
Não é mais que um crepe feito exclusivamente com fécula de mandioca hidratada, que com o calor da frigideira se funde e une. 
No Brasil, do que percebo, vende-se esta farinha já hidratada, basta usar diretamente. Como alternativa, teremos que hidratar a fécula de mandioca, antes de a cozinhar. Descobri que "polvilho doce" umas embalagens que sempre se meteram comigo, mas que nunca comprei porque não sabia o que fazer com elas, não é mais que a dita fécula.
Pesquisei, e percebi que era tão fácil fazer a tapioca que não resisti.
Então é assim:

|TAPIOCA|
Ingredientes (para várias crepiocas):
| 125 g de polvilho doce
| 75 g de água
| Recheio a gosto (doce ou salgado) 

Método:
1. Colocar o polvilho numa taça, e ir deitando a água e mexendo com um garfo. Começa por ficar uma pasta dura tipo "cal", mas que no final esfarela, e transforma o polvilho que é um pó muito fininho, num granulado.
- Se a água for demasiada, é só juntar mais um pouco de polvilho até atingir esse ponto esfarelado.
- Se for para fazer apenas uma tapioca, basta juntar 3 colheres de sopa de polvilho, com 2 c.s de água mal cheias.
2. Com a ajuda de um passador de rede, peneirar o granulado, directamente para uma frigideira anti-aderente, de forma a ficar uma camada fina, mas que tape bem todo o fundo de uma forma uniforme.
3. Levar ao lume, e esperar cerca de 1 a 2 minutos até que se começa a notar os bordos a levantar. Nessa altura com uma espátula e cuidado, vira-se a tapioca.
4. Coloca-se o recheio que se pretende em metade, e vira-se por cima a outra parte. 
5. Serve-se de imediato.

Neste caso, para o recheio, barrei com um pouco de mousse de queijo de nozes (da président) e coloquei uma fatia fina de presunto magro, polvilhei no final com óregãos.

Acompanhei com um pêssego fatiado, e miolo de noz, e claro o meu galão de leite de amêndoa e café [sem açucar]. 

Tão rápido quanto fazer torradas, ou uma tosta mista... e tão melhor! Adorei.

Bom apetite, e bons... Pequenos Almoços!

Tiramissu de Castanha {e Palitos La Reine sem Glúten}


A criação do blogue tem me trazido tanta coisa boa. Não se trata apenas de partilha de receitas e reconhecimento. É uma forma de expressão de facto. Tem me ensinado tanta coisa, obriga-me a pesquisar (ainda) mais, a estar atenta aos pormenores, a pensar nas receitas, na sua história e na forma de as vos escrever. Acabo por contar um pouco de mim, em cada uma delas. Além disto, ainda trás de bónus a oportunidade de conhecer produtos novos. Até agora todas as parcerias do blogue, têm sido com marcas bem portuguesas. Produtos de qualidade, de empresas que primam além disso pela originalidade e por valorizar o que de tão bom temos em Portugal. Estas novas parcerias são mais dois exemplos disso. Ambas têm por base a castanha e, de uma forma original, produzem produtos maravilhosos.
A Sweet Castanea explica na sua página, o porquê da sua existência:
"A marca Sweet Castanea surge no mercado português fruto da iniciativa de um conjunto de pessoas apaixonadas pela castanha e fundamentalmente pelo que ela representa, desde há séculos, na cultura gastronómica portuguesa. Apesar de Portugal produzir uma das melhores castanhas do mundo o seu consumo pelos portugueses resume-se, na sua larga maioria, à castanha assada ou cozida. Foram estes dois aspetos, a nosso ver antagónicos, que nos levaram a arregaçar as mangas e iniciar a produção de um conjunto de produtos alimentares que tivessem como principal matéria-prima a castanha. Desta forma pretendemos apresentar aos portugueses a nossa castanha transformada, mas enobrecida, sob a forma de doces, caldas, bolachas e compotas"...
A Amálgama, é uma loja tradicional, localizada em Famalicão
Especializada em Castanha e derivados. Só comercializa produtos nacionais artesanais e/ou inovadores. A "rainha da casa" é mesmo a castanha. Vendem entre outros, produtos de produção própria como a farinha de castanha e cerveja de castanha...
Sweet Castanea
Amálgama












Há uns dias recebi produtos da Sweet Castanea e da  Amálgama e escusado será dizer que andava mortinha por "pôr a mão na massa" e experimentar. Não conhecia nenhuns, nunca tinha provado sequer nada parecido. Andei indecisa durante algum tempo, pesquisei muito, e queria tentar fazer algo diferente. Fiquei encantada com bolos de castanha que fui vendo, etc. Mas queria tentar algo diferente, fresco. Sendo a castanha um fruto "quente" do inverno, assim de repente parece que não se adequa ao calor do verão. Surgiu então a ideia de uma "espécie" de Tiramissu. Digo "espécie" porque há por aí defensores das receitas originais que lhes parece muito mal, versões diferentes... Mas da minha cozinha, saem as combinações que me parecerem bem e pronto, desde que seja bom, fica registado ;)
Resolvi fazer os palitos la reine, usando a farinha de castanha. Além de servirem de base ao Tiramissu, ficam um bolinhos óptimos muito versáteis, e até para comer simples... Ainda com o ganho de não terem glúten. 
Ficam leves e fofos. Surpreendentemente o sabor da castanha não é forte, e não ficam a dever nadinha aos "originais". Prova superada e a repetir.
Vamos então ao Tiramissu. Recorri a uma "receita rápida" em que não se usa ovos no creme. Não gosto muito de usar os ovos crus, mas confesso que acho que o creme fica muito mais fofo e leve se os levar, embora tenha ficado muito bom (Na próxima experimento com ovos).
E de resto, os produtos da Sweet Castanea entram onde? Entram portanto às camadas, entre os palitos e o mascarpone. A compota de castanha e as castanhas em calda de vinho do porto (que são divinais)  partidas aos pedaços. 
E pronto, sobremesa prontinha. Os Palitos fiz no dia anterior e depois foi só fazer o creme e montar. Simples e rápido, e resultou muito bem. :)
Para finalizar, polvilhei com cacau em pó, da Dulcis (outra parceria) que é maravilhoso. Cacau mesmo!! Foi o toque final.

Obrigada a estas Parceiras pela confiança, espero que gostem desta "invenção"! Por cá, é de certeza, a repetir! 

| Palitos La Reine (de Castanha) |
(Adaptei da receita já publicada "Charlotte de Manga" AQUI!)

Ingredientes
| 4 ovos L
| 100g açúcar
| 140g farinha de castanha Amálgama

| 1 c. sopa de fermento em pó
| Pitada de sal grosso
| Raspa de limão



Massa, com bimby:
1. Bater as claras em castelo, com o sal, com a borboleta, vel. 3/4.

2. Assim que estiverem espumosas, juntar o açúcar, pouco a pouco, com a bimby a trabalhar, até estarem bem firme, com picos, tipo merengue.

3. Juntar as gemas e bater uns segundos, só até as "partir".

4. Na vel.1, envolver delicadamente a farinha peneirada com o fermento e a raspa de limão, juntando metade de cada vez.


Massa, Tradicional:
1. Bata as claras com a pitada de sal até ficarem bem espumosas
2. Junte o açúcar a pouco e pouco, batendo sempre, na velocidade máxima da batedeira, até estar em merengue.
3. Junte as gemas e bata  apenas uns segundos, só para 'partir' as gemas.
4. Com uma espátula, envolva delicadamente metade da farinha peneirada e a raspa de limão e depois a outra metade.
NOTAS: 
É importante que não bata demais a massa. A textura deve ser firme, mas fofa.
Esta massa não pode esperar. Tem de ser usada o mais rapidamente possível para não começar a perder o ar que tem no seu interior.

Fazer os Palitos
5. Coloque imediatamente a massa num saco de pasteleiro.
6. Numa folha de papel vegetal, no tabuleiro do forno, ir deitando a massa em forma dos palitos, ao lado uns dos outros, deixando espaço suficiente para a massa crescer.
 7. Levar ao forno pré-aquecido a 180º, durante cerca de 10 min, ou até estarem douradinhos.
5. Tirar do forno, deixar arrefecer, e com a ajuda de uma espátula, tirar do papel vegetal.





















| Tiramissu de Castanha |

Ingredientes
| 500 g mascarpone (2 embalagens)
| 200 g natas bem frias (usei creme fraîche)
| 5 c.s. açúcar em pó
| 1/2 limão (sumo)
| 200 ml de café (morno/frio)
| 1 c.s. whisky
| Palitos la reine de castanha
| 1 frasco de compota de castanha
 Sweet Castanea
| 1 frasco de castanhas em calda Sweet Castanea
| Cacau em pó Dulcis


Com bimby:

1. Bater o mascarpone, com as natas, o açúcar em pó e o sumo de limão, 1 min. vel. 3/4. Reservar.
2. Juntar o café com o whisky.
3. Colocar uma camada de palitos no fundo de um pirex, ou em taças individuais.
4. Salpicar com o café, de forma a ficarem molhados mas não empapados (Como os palitos ficam muito fofos, não funciona muito bem se os embebermos no café, porque se desfazem)
5. Espalhar uma camada de compota, e algumas castanhas desfeitas grosseiramente com as mãos.
6. Distribuir metade do creme.
7. Repetir as camadas, palitos, café, compota, castanhas e terminar com o restante creme.
8. Polvilhar generosamente com cacau em pó.
Reservar no frio, e servir bem fresco.



Tradicional:

1. Bater o mascarpone, com as natas, o açúcar em pó e o sumo de limão, com a batedeira.
2. Juntar o café com o whisky.
3. Colocar uma camada de palitos no fundo de um pirex, ou em taças individuais.
4. Salpicar com o café, de forma a ficarem molhados mas não empapados (Como os palitos ficam muito fofos, não funciona muito bem se os embebermos no café, porque se desfazem)
5. Espalhar uma camada de compota, e algumas castanhas desfeitas grosseiramente com as mãos.
6. Distribuir metade do creme.
7. Repetir as camadas, palitos, café, compota, castanhas e terminar com o restante creme.
8. Polvilhar generosamente com cacau em pó.
Reservar no frio, e servir bem fresco.

Bom apetite e bons "Postiscos"!

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Obrigada!





























Produtos de parceiros gentilmente cedidos e usados nesta receita:

Panquecas de Banana...Sem Culpas


Tarde de sábado, e apetece qualquer coisa para o lanche, a acompanhar um chá quentinho!
Doces?!?! Bolos?!?! Não pode ser, tem sido um abuso, nesta matéria...
Foi então que me lembrei duma receita que vi passar no facebook...
Panquecas de banana sem farinha.... Aconselhadas por nutricionistas para quem está em dieta e apetece algo doce... sem gluten, sem lactose, baixo em calorias, mas rico em proteínas e equilibrado.
A banana ajuda a saciar a fome por mais tempo, e vai ajudar a controlar a compulsão pelos doces... e com cerca de 22 calorias por panqueca.
O que é que podemos querer mais?... Não resisti, tive que experimentar...

Fiquei agradavelmente surpreendida, a textura é óptima, macia, e o sabor muito leve, a banana quase nem se sente...
Não podia deixar de partilhar.

Arrisquem, que vale a pena, e ainda por cima é super fácil!
E é também uma boa opção para um pequeno almoço saudável e nutritivo.

Ingredientes (4 panquecas)
* 1 Banana (não deve estar muito madura)
* 1 Ovo inteiro + 1 clara
* 1 c. café  rasa de Fermento ( a receita original não leva, mas achei que iria fazê-las mais fofas e resultou...)
* Mel q.b
* Fruta fresca (Morangos, etc)

Método:
1. Bater a banana com os ovos e o fermento num liquidificador (ou bimby) até estar uma massa uniforme e a borbulhar
2. Aquecer uma frigideira anti-anderente colocar uma nozinha de manteiga (usei becel), espalhar, e deitar uma porção de massa. Deixar cozinhar em lume baixo, e quando começar a abrir buraquinhos, virar. Cozinhar do outro lado.
3. Repetir até acabar a massa.

Servir ainda quente, com um fiozinho de mel, acompanhado com fruta fresca, por exemplo morangos.
Acompanhar com um chá quentinho, no meu caso foi um bem aromático, de pêssego e manga!

Bom apetite e Bons "Postiscos"!

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Obrigada!